Peterson Menezes

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Peterson Menezes nasceu em São Paulo, em 1975. Têm especializações em Feng Shui (desde 98), Acupuntura (desde 94), Medicina Tibetana, Astrologia Chinesa, Astrologia Tibetana, Filosofia Chinesa Cham (zen), Filosofia Budista Tibetana, Língua Chinesa, Língua Tibetana, Chi Kung (exercício chinês para fluir os meridianos da acupuntura), Wing Chun, Tong Long (estilo louva a Deus), Chin na Kung Fu (estilo de apressamento e torções), Pakwa Zhang (espécie de Tai Chi Chuan), Xing Yi Chuan (estilo interno contemporâneo do Tai Chi), Silat (arte marcial da Indonésia especializada em armas brancas). Fez várias vivências em templos orientais onde estudou música sagrada tibetana com mestres nepaleses, budismo tibetano e textos sagrados. Como luthier fabrica os próprios Gongos. Tem se apresentado em diversos canais de televisão, a exemplo, do programa do Jô com dois blocos inteiramente dedicados ao seu trabalho (inédito no Brasil). Em 2007, fundou o Centro de Cultura Oriental na Escola de Wing Chun, na cidade de Itu, interior de São Paulo. Desde então, desenvolve o trabalho do Kung Fu brasileiro passando uma mensagem de paz, cultura e filosofia.

ENTREVISTA

*Peterson, você poderia nos contar como começou a sua ligação com o Oriente?

Peterson –Aos meus dez anos de idade tive contato com um amigo de escola, filho de indonésios.

*Como foi o seu processo de desenvolvimento em Artes Marciais? Quais são as suas modalidades?

Peterson –Iniciei nas artes marciais do Pentjak Silat (arte marcial na Indonésia) e língua chinesa. Desde então, especializei-me em Budismo tibetano, Wing Chun Kung Fu, música sacra tibetana e construção de instrumentos do Tibet.

*No que consiste, exatamente, a terapia de ‘imersão sonora’ com Gongos, Sinos e Tingshas?

Peterson – Tem a ver com ressonância, todos os materiais têm um nível de ressonância, o corpo humano também tem, o tibetano foi experienciando por milhares de anos de forma empírica, encontrando pontos e tipos de vibração, freqüências de forma a mudar e provocar a cura. É complexo explicar por meio escrito mas se pode imaginar um ultra som usado em fisioterapia, som é som.  Mesmo usando um aparelho antigo mas dado o resultado, hoje parei de aplicar acupuntura,  na qual, tenho formação há quase vinte anos. Dado o resultado dessa terapia vibracional, não vejo como algo ” new age” ou místico, hoje consigo embasar tudo que faço em física acústica ou física quântica, esse é o lado físico.

*Como o som auxilia no processo de cura do paciente?

Peterson – Como já explicado anteriormente, o lado físico, a estrutura é “chacoalhada” abrindo e desbloqueando uma estrutura que esta inflamada, por exemplo, melhorando a circulação de sangue e hormônios anti-inflamatórios, o lado cerebral, comprovado por testes de eletro-encéfalo. É que o Gongo induz a ondas thetha (estamos em betha ou alpha) que seria um relaxamento leve e thetha é a onda onde estamos em estado de sonho onde ocorre a regeneração a nível celular da bainha de mielina, os traumas a nível inconsciente estão neste nível cerebral. O Gongo tem o poder de exteriorizar e trazer resolução para origem de nossos traumas. Já os sinos e tingshas, também, foram comprovados em equalizarem hemisférios cerebrais por meio do corpo caloso.
Na verdade, a ciência não sabe quase nada do cérebro, mesmo sabendo muito. O sistema nervoso é altamente complexo e os antigos tibetanos tinham domínio incrível do mesmo, sendo seu misticismo nada mais que ciência empírica antiga. Minha função foi resgatar e organizar vários métodos e informações, sincretizando um apanhado de métodos autênticos tibetanos e embasar em um pouco de ciência.

*Basicamente, qual a diferença entre a Ioga Tradicional e a Yoga Tibetana?

Peterson – Yoga tibetana tem certa semelhança, com a diferença de ser baseada no budismo tibetano, 5 daiane budas (5 arquétipos dos 5 elementos que significam 5 níveis de densidade e funções do corpo e mente) , três canais principais e 5 chakras (não 7 como do Yoga tradicional). Penso ser mais profundo e lógico mas evidente que é minha visão já que me aprofundei na cultura tibetana e não na indiana.

*Como luthier, de que forma você trabalha na construção de um Gongo?

Peterson – Gongos fazem parte de uma tecnologia antiga de construção, são um idiofone ou ressoam com vários harmônicos, crescendo e decrescendo em cascata. Produzí-los é complexo, os Gongos pequenos de até 60cm são mais fáceis, dado o tamanho, sendo possível seguir uma receita de forja (vão a um forno onde se aquece até certa temperatura, se tira o metal e forja). Já os Gongos grandes, a partir de 80 cm, são outra história dado a dimensão, manuseá-los é complicado, pois são pesados e complexos de apoiar incandescentes na bigorna, seria a primeira barreira. Outra coisa curiosa é que os Gongos grandes não seguem exatamente uma receita fixa, tem que se ir forjando até se conseguir o som desejado, o que muitas vezes não se consegue e perdemos a peça. É algo de sentir mesmo, você pode fazer dois gongos idênticos que não sairiam iguais! Portanto, é uma técnica que está em extinção, há poucas empresas no mundo, proporcionalmente, que produzem Gongos de qualidade. E, geralmente é uma receita passada por gerações. No caso aprendi a técnica com um alemão, mas só dos Gongos pequenos ate 30 cm mas fui me especializando com amigos da Indonésia e Nepal, experienciando até chegar em uma altíssima qualidade, que hoje é reconhecida por músicos e terapeutas.

*No que difere a qualidade de um Gongo no aspecto curativo e sonoro?

Peterson – Um Gongo para orquestra até tem aspecto curativo mas um Gongo curativo é mais grave e o som é mais durável, mais doce e vivo.

*Você poderia nos dizer como você compõe suas ‘imersões sonoras’? A tecnologia te auxilia em suas criações?

Peterson – Uso um lap top com um captador, admito que não é algo de altíssima qualidade  na captação mas como uso isso somente para produzir cds para os pacientes, o resultado é mais que suficiente, gravo alguns, faixa a faixa,  Gongo a Gongo, depois mixo em um programa de tratamento de som. Ás vezes, componho tudo misturado, tocando como se fosse uma sessão real e mixo bem pouco, com sons de água por exemplo, ventos, etc. Minha proposta é algo mais orgânico que induz a um relaxamento profundo, uma união com o eu interior e a natureza dos 5 elementos.

*O que o Budismo significa pra você?

Peterson – O Budismo é a base do conhecimento que uso em tudo, entendam Budismo sem preconceito, Budismo é uma “ciência da mente” composta por Sidarta Gautama, no qual, meditou e compôs  um método onde se poderia por meio de argumentos lógicos, minimizar e extinguir o sofrimento derivado do fato de estarmos vivos. Vendo os aspectos bons da vida e entendendo a essência do sofrimento que é a mente, não vejo o Budismo como religião mas como uma psicologia. Gosto muito de estudar os elementos antigos, sei separar folclore, história e consigo relacionar o mesmo com física quântica , já que nossa mente é ocidental e foi criada nos moldes  cartesianos. Nossa intelectualidade ocidental exige um embasamento assim, não que esta contenha a verdade, é só uma diretriz de nomear e dar significado a vida e ao mundo. Porém, é necessário fazermos essa fusão de forma bem sucedida.

LINKS DO PETERSON

https://www.facebook.com/peterson.menezes

http://www.sinostibetanos.net/index.html

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