Oscar Quiroga

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Oscar Quiroga nasceu em 1957 sob o signo de peixes, ascendente em gêmeos e lua em touro. Argentino iniciou a carreira no curso de medicina em Buenos Aires e o abandonou no quarto ano fugindo da repressão política. Em 1978 veio ao Brasil para visitar amigos na cidade de Arraial do Cabo e lá teve o primeiro contato com o esoterismo. A partir disso passou a se dedicar nos estudos de Astrologia, a prática da Yoga e outras filosofias esotéricas. Em 1979 foi iniciado na escola de Yoga Suddha Dharma Mandalam aprofundando assim a sua jornada espiritual. Instalado no Brasil acabou se formando em Psicologia pela PUC. Para ajudar com os custos dos estudos ele deu aulas de Astrologia e, em 1986, começou a escrever a coluna de Horóscopo para o Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo, coluna que mantém até hoje. Neste tempo que escreveu para o jornal, Quiroga desenvolveu uma linguagem que futuramente se tornaria um estilo de interpretação em Astrologia. Desde então é consultor em Astrologia para revistas, emissoras de rádio, TV e atua, como radialista, em seu programa A Hora Cósmica pela Rádio Mundial (http://radiomundial.com.br/horoscopo/). É autor dos livros Entre o nada e a eternidade (1994) pela editora Opera Prima e Astrologia Real (2001) pela editora Rocco. Atualmente,  é um dos astrólogos mais requisitados do país e ocupa a Cadeira 41- Letras Astrológicas na Academia de Letras do DF.

* Vamos iniciar conversando como os atuais meios tecnológicos auxiliam ou limitam o seu trabalho em Astrologia? Ou seja, qual a diferença entre construir um Mapa Astrológico, anteriormente, sem os software específicos e hoje com as disponibilidades tecnológicas oferecidas para se calcular um Mapa de um cliente?

Quiroga– Olha, basicamente não muda nada além da rapidez com que esses cálculos são elaborados e, também, pela própria rapidez, o fato de se fazerem comparações e tentativas que de outra maneira seriam tão custosas de elaborar que, talvez, seriam deixadas de lado – além disso, o diferencial consiste em que outrora, sem os software, só quem tivesse passado pelo árduo processo de aprendizagem dos métodos de cálculo se atreveria a realizá-los enquanto que agora qualquer leigo pode fazer seus próprios cálculos.

* Como você avalia a presença da tecnologia: sinalizaria a decadência ou a evolução no conhecimento astrológico?

Quiroga– Para um estudioso e pesquisador a tecnologia só acrescenta e permite evolução, pois permite fazer centenas de cálculos rapidamente que de outra maneira demoraria semanas para realizá-los. Por isso, não vejo como imaginar que a tecnologia signifique nada parecido com decadência para a Astrologia, a única perspectiva disso seria a de as pessoas considerarem tão fácil o cálculo que se lancem à interpretações precipitadas, mas isso poderia acontecer também independentemente da tecnologia.

* O que a tecnologia digital trouxe realmente de novo para o ofício de um astrólogo?

Quiroga– A velocidade do cálculo e a possibilidade de se fazerem trabalhos de pesquisa com muita rapidez.

 * O que você faz hoje que não faria anteriormente com o sistema digital em seu trabalho como astrólogo?

Quiroga– Ofereço mais informações gratuitas por meio da internet do que outrora.

* Com quem você iniciou os seus estudos em Astrologia? Algum astrólogo, mestre ou filósofo influenciou o seu trabalho? Qual é a sua principal fundamentação filosófica?

Quiroga– Eu cresci na astrologia através do yoga, do raja yoga, conhecimento no qual tive instrutores muito importantes – em Astrologia especificamente fui e sou ainda autodidata, tendo me espelhado e orientado principalmente pela obra de Alan Leo, de Sepharial e de Dane Rudhyar.

* Poderia dar uma idéia de como é basicamente o seu processo  criativo e analítico em suas interpretações astrológicas?

Quiroga– Alguns cálculos, muita observação e discernimento, leitura para aprimorar a linguagem escrita e muitas horas de experiência na arte de escrever.

* Como você vê a agilização, divulgação e distribuição de suas análises astrológicas diárias via internet em redes sociais?

Quiroga– Durante estas décadas em que me tornei profissional de astrologia acompanhei muitas mudanças, principalmente na perspectiva de divulgação dos textos e publicações, e talvez o mais importante que aconteceu nesse movimento foi o de ter passado de escrever com máquina de escrever, o que consumia muito papel e correções infindáveis, para uma publicação absolutamente virtual, que nunca passa pelo papel. Isso não é apenas uma mudança de ordem ecológica e benéfica senão também uma semente de uma forma nova de percepção da realidade, com a maior utilização da mente para assimilá-la e cada vez menos dos outros 5 sentidos.

* As artes sempre estiveram associadas às novas tecnologias e, nesse sentido, a música é um exemplo marcante. No caso da Astrologia, com o crescente avanço tecnológico, como você imagina o acesso às previsões astrológicas do futuro? Ou mesmo às novas descobertas astronômicas?

Quiroga– Eu particularmente imagino que através da tecnologia seja possível acompanhar passo a passo os movimentos celestiais e organizar o tempo aqui na Terra de acordo com esses – esta dinâmica se encontra na própria origem da Astrologia, que é o berço de todos os calendários.

* Quais são as suas afinidades estéticas musicais? Qual é a importância da música no seu dia a dia?

Quiroga– Música nada mais é do que vibração modulada e o que é a realidade senão isso? Por isso, mesmo que eu não ouça música, a música está em mim e em tudo que eu faço, cada texto publicado tange uma corda no leitor que por sua vez irradia uma influência que tange cordas nas pessoas com que se relaciona.

*Você tem dois livros publicados: Entre o nada e a eternidade (1994) pela editora Opera Prima e Astrologia Real (2001) pela editora Rocco. Atualmente, tem pensado em algum novo projeto para publicar?

Quiroga– Estou em plena fase de produção de um novo livro, sobre o qual prefiro não fazer comentários.

*No mundo de hoje com as avanços tecnológicos, você acredita que ainda existe espaço para as utopias?

Quiroga– E o que seria o avanço tecnológico senão o produto de uma antiga utopia – utopias são utopias apenas temporariamente, um dia adquirem densidade e, de acordo com a necessidade da época se transformam em realidades consumadas, nem sempre como as imaginaríamos, mas assim mesmo se realizam.

*Qual a contribuição da Astrologia para a humanidade?

Quiroga– A Astrologia está no próprio fundamento da civilização, a passagem do nomadismo para o estabelecimento de cidades e culturas se deu graças ao advento dos calendários, o esforço para sincronizar as atividades terrestres e celestes, e esse tema não é outro que o da Astrologia.

*Como você a difere da perspectiva das ciências, como era vista na Antiguidade e da superstição como passou a ser vista posteriormente?

Quiroga– Ciência é uma palavra que foi seqüestrada e tornada exclusiva do pensamento positivista e materialista, por isso parece opor-se a qualquer tipo de conhecimento subjetivo. Na prática não há conflito entre o conhecimento subjetivo e o objetivo, mas esse é um assunto que conflita com o auto de fé dos materialistas, que acreditam piamente que a realidade se circunscreva ao que os 5 sentidos sejam capazes de perceber. Esse é um assunto que só levanta polêmica estéril, é como discutir religião, algo impossível.

Todo conhecimento é ciência, seja de ordem materialista ou abstrato, e a Astrologia não deixa, por isso, de ser uma ciência, mas de uma ordem que escapa à lógica humana, precisa ser compreendida com todo o ser, vivenciando cada idéia e conceito.

Na sua origem, a Astrologia surge como resultado do esforço de sincronizar as atividades terrestres e celestes, e isso possibilitou que as cidades existissem e junto com elas culturas magníficas também.

Com o tempo, e como todo conhecimento gera poder, a Astrologia decaiu e se corrompeu, e aquilo que é dado como origem da Astrologia, a Babilônia, se constitui como o tempo em que esse conhecimento já se encontrava em franco processo de corrupção, dedicado à manutenção do poder político na mão dos sacerdotes astrólogos.

É daí que nasce um grande preconceito bíblico contra a Astrologia, que é tão arraigado que até os dias de hoje impede que as pessoas comuns enxerguem a riqueza encerrada no conhecimento astrológico.

A superstição, desgraçadamente, é um problema humano e não se refere, exclusivamente, à Astrologia, quando as pessoas são supersticiosas elas outorgam poderes fantasiosos a tudo, desvalorizando aquilo sobre o qual essa atenção supersticiosa recai.

*Pra fechar, de acordo com a sua linha de trabalho em A História Espiritual da Humanidade (http://casaneo10.com.br/site/?page_id=1934), após a existência revelada da Fraternidade Branca quais seriam os rumos espirituais futuros da humanidade?

Quiroga– O equilíbrio, esta é a espiritualidade disponível em nossa época, a busca de equilíbrio entre o impulso que nos motiva a conquistar espaço material e o impulso que nos leva a viajar pelo infinito mundo interior – e através da conquista desse equilíbrio ampliar o conhecimento e aceitar que de tempos em tempos, de acordo com o funcionamento equilibrado do universo, o mundo espiritual faz intervenções no mundo humano, e que aquilo que chamamos de história nada mais é do que aquilo que conseguimos fazer entre uma e outra dessas intervenções.

 LINKS DO QUIROGA

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https://www.facebook.com/astroquiroga

 http://horoscopo.estadao.com.br

 

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