Lurdez da Luz

10418893_908170439206142_5637085094106977295_n

Lurdez da Luz é bastante versátil, atual e representante dessa prolífera cena do Rap nacional. Começou como guitarrista mas logo percebeu que seu verdadeiro talento era ser MC. Ela uniu-se com a tripulação do Mamelo Sound System, grupo de Hip Hop de São Paulo. Junto ao grupo ganhou experiência em 3 discos lançados e em inúmeros shows – alguns deles abrindo para nomes de destaque no Hip Hop mundial como Jurassic Five, De La Soul, Mos Def, Pharoahe Monch, entre outros – realizados, inclusive, em alguns países europeus. Registrando sua marca foi convidada a integrar o projeto 3 na Massa, concebido por integrantes da Nação Zumbi, Instituto e Maquinado (projeto de Lucio Maia – Nação Zumbi, Almaz). Com seu primeiro disco solo homônimo, em 2010, conquistou importantes espaços voltados à música contemporânea, como o Prata da Casa, do Sesc Pompeia – São Paulo/SP que lhe garantiu uma indicação entre os melhores shows do ano e uma proposta para repetir a dose no mesmo palco, no início de 2011. Assim como uma residência no Teatro Oi Futuro Ipanema – Rio de Janeiro/RJ que contou com a participação especial de Criolo, além de apresentações no festival Recbeat/PE, FIG/Garanhuns/PE e projeto Rumos do Itaú Cultural. Participou ainda do projeto Na Mira da Música Brasileira, curado por Myrian Taubinkin e realizado no auditório Ibirapuera. E, também, do programa Cantoras do Brasil homenageando Nara Leão ao lado de Gaby Amarantos, Malu Magalhães, Camila Pitanga, entre outras. Com dois clips lançados foi indicada na categoria de melhor artista de RAP ao prêmio VMB da MTV ao lado de Rincon, Kamau, M.V Bill, entre outros, destaques na categoria. Nesse ano de 2011, seu primeiro clipe Andei foi indicado na categoria Melhor clipe do ano e se apresentou ao vivo na cerimônia de premiação.

* Vamos iniciar conversando como os atuais meios tecnológicos sonoros auxiliam ou limitam o seu trabalho nas composições e em suas produções musicais?

Lurdez – Limitar não limita, não consigo pensar em um aspecto ou fator de limitação que a tecnologia possa trazer paras minhas composições/produções musicais. Já auxiliar são vários os fatores, como produzir em homestudios e distribuir pela internet.

 * A presença da tecnologia na música sinalizaria a decadência ou a evolução na cultura musical?

Lurdez – A evolução, evoluir não é melhorar necessariamente o todo. A “evolução da história da humanidade” trás consigo a roda e o começo da destruição do meio ambiente. Eu só consigo ver com bons olhos a presença da tecnologia na música, um programa para o auxílio na escrita de partituras, por exemplo, que só seria feito por um músico com formação musical acadêmica. Um moleque que não tem grana e quer fazer música, baixa um programa de graça na internet. E quem tem muita grana para produzir um disco, se quiser, vai gravar em máquina de fita magnética de 2 polegadas. Tudo isso deve co-existir.

* Como fica a questão da sobrevivência relacionada com a sua função criativa? A tecnologia te auxilia nesse sentido?

Lurdez – Acredito que principalmente na parte de divulgação, eu como nem sei como era quando as grandes gravadoras vendiam milhões de discos, não perdi nada, só ganhei. Deixo tudo que é meu grátis e acho que isso propaga a música pra vender show e nos shows o lance é levar o material para vender. O disco físico para quem gosta do som vai continuar tendo valor, por exemplo, o vinil uma tecnologia do passado que nunca vai ser superada e que sempre terá seu lugar ao sol (apesar da diminuição drástica na produção em função das vendas). O contato direto com quem produz os shows, também, possibilita um maior contato com outros artistas. Tem sempre muita informação sempre à mão na internet, músicas, letras, textos, dicionário enfim coisas que eu uso pra me inspirar e compor.

*  O que mudou com a passagem da tecnologia analógica para a digital? Somente a velocidade de trabalhar? 

Lurdez – A tal democratizacão, agora todo mundo pode!

* Poderia dar uma idéia de como é basicamente o seu processo  composicional?

Lurdez – Insight, papel e caneta. Guia em gravador de celular ou em casa no garage band e é só.

* Você adota métodos específicos para trabalhar em suas criações musicais?

Lurdez – Não, não tenho método.

* Quais são as suas afinidades estéticas musicais?

Lurdez – Depende da época, procuro por um resultado estético específico durante um período até conseguí-lo e daí coloco na rua. No meu primeiro disco, por exemplo, eu queria que soasse como um disco de música brasileira, da década de 70 (como se o rap já existisse), com sonoridades mais eletroacústicas. Meu último single foi o oposto, nesse sentido das sonoridades, assumi o digital em timbres também, não só nos meios de produção. No momento, estou menos preocupada com definição estética ou com qualquer definição, justamente, por serem muitas as afinidades.

* Graças à possibilidade de digitalização do som, como é pensada e gerada a música construída a partir das tecnologias digitais?

Lurdez – A partir do sample  que pode ser uma caixa de bateria ou um compasso inteiro de uma música já existente. Dessa maneira, podendo ser gravada em um sampler ou em um programa de computador. Tudo pode ser produzido com timbres que já existem em uma bateria eletrônica e sintetizadores. Pode-se gravar um violino em um programa e alterar o som com um plug-in, enfim, têm várias possibilidades.

* O que você faz hoje vocalmente, com a tecnologia digital, que não fazia anteriormente com o sistema analógico?

Lurdez – Não fiz nenhum disco em sistema analógico.

* Geralmente, como você inicia uma idéia criativa? Pensando conjuntamente com a tecnologia?

Lurdez – Sim e não. Por enquanto, só escrevo letras e as interpreto mas, às vezes, eu só escrevo determinado verso porque pensei em uma batida, nos timbres e num efeito de vozes específicas. Mas, geralmente, não tem nada a ver, escrevo e penso na divisão rítmica e/ou melódica e pronto. O arranjo e o acabamento, tanto faz, a princípio.

*Como você se relaciona com o seu espaço de trabalho? Como é formado o seu set para trabalhar?

Lurdez – Até hoje trabalho mais na rua, levo um dia, ai eu até uso o word em casa do meu laptop. E gravo à capela ou em cima de beats (que algum produtor pode ter me enviado uma voz guia no programa garage band).  Mas, costumo escrever num caderninho no caminho pra algum lugar ou gravo no celular as idéias.

* Quando faz shows leva o seu set de casa? Em suas performances,  no palco, como a tecnologia te ampara?

Lurdez – Uso um pedal de voz VE20 que dobra minha voz ou distorce, ou coloca um delay em determinadas palavras. Acho imprescindível para o meu som e que só eu mesma sei qual é a sensação de quando devo entrar. Ou, também, dá pra ser um técnico que seja como um músico da banda e que sabe onde entrar e sair, mas ainda assim, os efeitos têm que estar presentes. Já trabalhei com vários formatos e pessoas diferentes. Mas sempre tenho a presença do Dj que, geralmente, tem que levar parte do seu home para os palcos porque as pickup’s  e o mixer são os seus instrumentos.

LINKS DA LURDEZ

www.cultcartel.com

http://www.facebook.com/lurdezluz?fref=ts

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lurdez_da_Luz

https://twitter.com/LurdezdaLuz

http://letras.mus.br/lurdez-da-luz/

http://www.rapnacional.com.br/portal/conheca-um-pouco-da-rapper-lurdez-da-luz/

http://www.myspace.com/lurdezdaluz

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s