Badi Assad

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Badi Assad é uma das mais inovadoras e singulares artistas de sua geração. Transcendendo suas raízes Brasileiras, ela faz uma mistura que vai desde a mpb, pop e world até o jazz e sons étnicos de todo o mundo. Como resultado, a cantora, violonista e compositora desenvolveu um gênero de música próprio que, literalmente, desafia qualquer categorização. Badi nasceu em SJBoa Vista (SP) e foi criada no Rio de Janeiro. Irmã dos violonistas do Duo Assad (reconhecidos mundialmente), começou a tocar violão aos 14 anos. Um ano depois, já dominava o instrumento e subia aos palcos participando e ganhando concursos nacionais e internacionais. Badi se consolidou pelo seu talento e conquistou o cenário internacional com sua reconhecida técnica (violão e voz), suas experimentações vocais e insaciável sede de inovar. No palco, Badi revela-se uma artista completa e virtuosa. Encantadora como uma diva, ela canta, toca violão, dança e transforma seu próprio corpo numa percussão – tudo ao mesmo tempo! Com dez CDs e 1 DVD lançados pelo mundo e muitos deles premiados (o mais recente é Wonderland, de 2006, considerado pela BBC/ Londres um dos 100 melhores álbuns do ano e o 27o destaque do ranking da Amazon.com), Badi foi eleita uma das melhores violonistas do planeta pela revista americana Guitar Player. Trabalhou com artistas como Bob McFerrin, Yo-Yo-Ma, Sarah McLaughlin, Seu Jorge, Naná Vasconcelos e Toquinho entre tantos outros. Se apresentou em prestigiados festivais como “Montreal Jazz Festival”/Canadá, “North Sea Jazz Festival”/Holanda e teatros como “L’Opera de Paris”/França, “Metropolitan Museum”/New York. Teve sua música “Waves” na trilha musical do filme “It runs in the family”, foi protagonista de uma ópera contemporânea ‘ópera das Pedras’, dirigida por Denise Milan e o Norte-Americano Lee Breuer (Mabou Mines). Em 2012 representou o Brasil na IV Cúpula do BRICS (evento que reúne as grandes economias emergentes do mundo) e fez shows ao lado do Balé Teatro Castro Alves, de Salvador (BA) na Bienal de Dança em Veneza/Itália. São 20 anos de carreira internacional consolidada e um estilo peculiar de expressão por sua voz e violão, marcas fundamentais de sua música. Badi acaba de lançar seu esperado 11° álbum “Amor e outras manias crônicas”, com novas músicas e arranjos, mas também com a alma renovada por momentos de mudanças e experiências pessoais. Foi escolhida pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como a melhor compositora de 2012, pelo primeiro álbum totalmente autoral “Amor e Outras Manias Crônicas”. E, também, acaba de ser listada pela revista Rolling Stone no ranking dos 70 grandes nomes brasileiros da guitarra e violão. É única artista feminina desta geração atual.

ENTREVISTA (Cantos de Casa)

*Badi, você poderia nos contar sobre seu novo disco infantil Cantos de Casa?

Badi – O projeto surgiu espontaneamente, durante os primeiros anos do nascimento de minha primeira filha, Sofia. Vivi uma verdadeira febre de inspiração que me levou a compor compulsivamente durante todas as tardes de seus primeiros dois anos de vida, uma média de 150 músicas. Parte dedicada a ela e parte a antigos ‘Amores e Manias Crônicas’ rs… Quando decidi que estava na hora de gravar este cd infantil, chamei o querido amigo e parceiro Guilherme Kastrup para conceber os arranjos de percussão e o multi-instrumentista Ricardo Prado para gravar os baixos e afins. Fizemos juntos os arranjos e a produção do cd é minha, pela primeira vez encabeçando esta função. Para enfeitar o bolo, convidei Marcelo Pretto (vozes diversas), Marcelo Rodrigues (gaita) e as irmãs Sophia e Irina para cantar. Obviamente, minha filha Sofia não poderia faltar, cantando em dueto comigo ‘Café-da-Manhã’.

* Como foi o sistema de gravação em Estúdio?

Badi – O Guilherme gravou suas percussões em seu estúdio em São Paulo, usando meu violão e voz como guia. Na sequência, o Ricardo Prado gravou baixos e afins em seu estúdio em Piracaia. Depois eu fui também para Piracaia e gravei meus violões. Com isso tudo gravado e pré-mixado, fui para o YB (SP) e gravei minhas vozes e todos os convidados. Mixamos em Piracaia e masterizei em SP com o Sergio Soffiatti.

* Houve algum patrocínio? Como você subsidiou esse projeto?

Badi – Na época do ‘Amor e Outras Manias Crônicas’ eu tive o subsídio da PROAC para a gravação de 2 cds. O segundo foi este infantil. Já a montagem do espetáculo está sendo patrocinado pelo meu próprio bolso…

*Como você tem lidado com a divulgação e distribuição do CD Cantos de Casa?Ampliou as possibilidades em Redes Sociais? 

Badi – A assessora Debora Venturini vai cuidar deste lançamento que tem data oficial 05 de Julho, com shows no Sesc Consolação (5, 9 e 12/07). Quanto às redes sociais… Continuarei usando a bagagem que aprendi e utilizei com o lançamento do ‘Amor…’ (FB, Twitter, SITE, Youtube…)

 * A tecnologia te possibilitou, em algum  momento, à inovações em seus processos composicionais desse Cd?

Badi – Somente na possibilidade de gravarmos separados e depois juntar tudo. Sempre uma magia deliciosa de se experimentar…

 *Você poderia nos dizer como foi basicamente o seu processo criativo inserido no contexto infantil?

Badi – Diariamente ser mãe de Sofia e conviver com seus amigos de escola. Os temas são cotidianos e, portanto, os retrato nas letras. Falamos de assuntos que abordam desde o despertar da criança (que não quer sair da cama!) até a hora de ir dormir (que também não quer!). Passando por  escovação de dentes, banho, escola… Sempre de uma forma lúdica, usando imitação de bichos, fazendo som no próprio corpo e por ai adiante… Na verdade, uso muitos recursos pessoais que já são incorporados no meu trabalho de sempre, só que concentrei no lado mais lúdico dele.

*Qual foi a sua principal motivação, do universo infantil, como fonte de inspiração?

Badi – Cantar para Sofia dormir. São muitas cantigas de ninar dentro daquelas 150 músicas. Na verdade já tenho engavetado meu segundo cd infantil, que acho que será sobre isso! Pronto, falei 🙂

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ENTREVISTA (Amor e Outras Manias)

*Badi, você poderia falar um pouco sobre seu novo disco Amor e Outras Manias Crônicas?

Badi –  Amor e Outras Manias Crônicas nasceu em uma fase de inspiração profunda que aconteceu imediatamente após o nascimento da minha primeira filha, Sofia. Compor virou rotina e todas as tardes, durante 2 anos, foi o que eu fiz. Como resultado tenho umas 150 músicas deste período, onde metade são dedicadas ao público mirim (inclusive preparo este CD, enquanto escrevo aqui, para crianças) e a outra metade para meu público de sempre.

* Como você se sente eleita uma das melhores violonistas do planeta pela revista americana Guitar Player?

 Badi – Eu fui uma das primeiras violonistas a mesclar instrumentos percussivos tocados simultaneamente com o violão (como o uso de um caxixi em ‘A bela e a fera’ de Chico Buarque e Edu Lobo, no CD SOLO/1995). Além disso, fui uma das primeiras a incluir a voz no trabalho mesclando habilidades distintas. Nesta época, os Estados Unidos me apelidou carinhosamente de ‘One Woman Band’. A revista Guitar Player me conheceu nesta época. Ser escolhida por eles, como uma das melhores violonistas do mundo, foi muito importante na época porque ajudou na projeção do meu nome. Pessoalmente me senti mais confiante por saber que uma revista deste porte me apoiou, algo que sempre foi muito difícil em meu próprio país, infelizmente…

 *Como você lidou com essa nova proposta de divulgação e distribuição do CD Amor e Outras Manias Crônicas via internet? Reduziu distâncias entre o músico e seu público? Ampliou as possibilidades, também, em Redes Sociais? [Dá pra ouvir o CD Amor e Outras Manias Crônicas pelo link http://badiassad.com/pt/musica/love/#01]

Badi –  Quando eu saí do casulo maternal e quis voltar à cena, encontrei um mundo (do business musical) muito diferente. Tive que me adaptar para poder retornar. Participar das redes sociais mais efetivamente, gravar o CD com leis de incentivo, lançá-lo pelo meu próprio selo (Quatro Ventos), distribuí-lo alternativamente e usar sites colaborativos para subsidiar projetos, faz parte do novo cenário da indústria e eu dancei nesta música integralmente. Com isso me sinto mais tranquila e confiante sabendo que hoje quem cuida da minha carreira e dos meus próprios produtos musicais e desejos, sou eu.

*Você poderia nos dizer como é basicamente o seu processo criativo?

Badi – Temos que manter nossas ‘antenas’ polidas. Para isso vale meditar, brincar com os filhos, andar no mato, ir à igreja, a um templo, admirar a natureza, dialogar com amigos, comemorar a vida diariamente. Se este lado estiver sendo cuidado, a inspiração encontra lugar para dialogar com nossa alma/mente.

* Como a tecnologia te auxilia em seus processos composicionais?

Badi – Gravo tudo e qualquer coisa. Se vai servir pra alguma coisa no futuro, só o futuro vai me dizer. Mas assim não perco nenhuma fagulha criativa. Sem a tecnologia eu esqueceria de tudo!!!

*Quais são as principais motivações para seus trabalhos?

 Badi – Minha vida. Meu trabalho é parte de mim. Não existe um cartão que eu bate na saída do escritório. Sou artista desde a hora que acordo até a hora que vou sonhar (dormindo ou não).

* Quais são as suas afinidades estéticas musicais?

Badi – Músicas, músicos e artistas livres de qualquer rótulo.

*Como você se relaciona com o seu espaço de trabalho? Como é formado o seu set para trabalhar? Você tem um homestudio?

Badi – É tudo misturado. A casa é meu set de trabalho, rs.

*Você compõe ou escreve nos aeroportos, praças e salas de espera? Você adota a idéia laptopia?

Badi – Meu laptop está sempre na mochila. Até porque eu cuido de muitos assuntos para ficar longe dele. Mas é muito difícil eu me inspirar em lugares públicos, até porque o silêncio (interior e não) me facilita a compor. Todavia, às vezes acontece…

*Se você encontrasse um CD seu sendo vendido por camelôs. Como você veria isso?

Badi – Que finalmente cheguei nas mãos do povo, rs.

*Quando faz shows leva o seu set de casa? Ele é composto por vários laptops ou outras aparelhagens diferentes?

 Badi – De casa só levo minha voz e meu violão. Além do meu microfone de voz. O ‘resto’ tem de ser fornecido pelo ‘contratante’.

*Os fluxos de música sem suporte físico fazem produtores e consumidores dependerem menos da indústria?

 Badi – Com certeza, pois não precisamos mais lançar um CD fisicamente. Todavia, eu ainda pertenço à geração que gosta de pegar o CD nas mãos, ler o encarte, saborear o projeto gráfico… E como eu…  ainda tem muita gente que admira e curte este lado também.

*Como você vê a questão autoral no processo remix. Tudo bem colagens e recolagens?

 Badi – Na arte nada se cria, tudo se copia…

* As artes sempre estiveram associadas às novas tecnologias e, nesse sentido, a música é um exemplo marcante. Com o crescente avanço tecnológico, como você imagina a música do futuro? 

Badi – Enquanto depender de músicos de verdade ela não se modificará muito, do ponto de vista humano. A estética está sempre em movimento e, portanto, caminhará conforme a humanidade. Porém, realmente eu espero que não se concretize a idéia do clone. Porque aí sim… O artista desaparecerá… rs.

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 LINKS DA BADI

http://www.badiassad.com/

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http://www.youtube.com/canalbadiassad

http://www.popsdiscos.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Badi_Assad

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